domingo, 2 de maio de 2010

BIOPARQUE AMAZÔNIA CROCODILO SAFÁRI

O Bioparque Amazônia Crocodilo Safári, localizado a poucos minutos de Belém, em um bairro afastado, chamado de Tenoné. é uma propriedade privada do Sr Jorge Arão Monteiro e sua esposa, os proprietários não contam com incentivos do governo e nem de nenhuma instituição, nem parcerias. Todos os esforços financeiros são produtos de muita garra e disposição por amor ao ambiente e às riquezas arqueológicas de fauna, flora e fauna viva existentes no local. O parque funciona para visitantes, somente há três anos, toda espécie faunística do parque é de origem brasileira, não há nenhuma forma de sinalização das espécies de flora porque o Sr Maranhão, que trabalha no parque, não necessita das placas informativas para identificar as espécies, tem conhecimentos amplos na área de botânica, mesmo não possuindo grau de instrução elevado. O Museu da Ciência que funciona integrado ao Bioparque, este pequeno museu abriga Fósseis de diversificada fauna da região Amazônica, onde se podem observar cascos de quelônios em variados tamanhos, ouriços de determinadas espécies vegetais da região, a exemplo, o ouriço da castanha do Pará, ouriços de sapucaia e a uxirana, que não é comestível, entretanto, afirma-se que é uma mistura de uxi com cajarana, mata-mata e outras, todas são espécies da região amazônica. No Museu da Ciência encontramos uma sala com ossos de baleia, coleção de insetos, fósseificados, vitrine de corais, fósseis arqueológicos, é possível ver um osso gigante não identificado, que poderá ser do bicho preguiça (Xenarthra) ou dinossauro, é possível verificar também no valioso recinto um tronco de árvore fóssil que fora encontrado durante escavações ainda integro. O Lago do Cisne, no Bioparque abriga grande beleza cênica, local de repouso de Marrecas, Iguanas e outras aves, ambiente de rara beleza paisagística, local maravilhoso para fotos em família, amigos ou casais, perto deste se encontra uma área de botânica, que é a paixão do Sr Maranhão, que cuida da diversidade da flora com muito carinho. O parque que possui 83.000 hectares de terras apresenta uma área de visitação e outra de reprodução de espécies, os animais são alimentados com ração, milharina e frutas, uma alimentação balanceada, a variedade de animais é muito grande pode-se notar jabutis, tucanos, araras vermelhas e azuis, esta em extinção, o papagaio Anaçã, ave de coloração diferente dos papagaios comuns, reproduziu-se em cativeiro, possui uma coloração verde escura com pigmentos preto e azul, ave de rara beleza. A variedade de fauna não pára por aí no Bioparque, é possível ver uma espécie de gavião ainda não identificada por especialistas da área, o Biotério, é o espaço de criação de ratos para servir de alimentos a determinados animais, uma área de quarentena, aonde animais que chegam ao parque com doenças ficam em observação a fim de que se recuperem, no serpentário é possível ver várias espécies de serpentes, como por exemplo, a Periquitambóia e a Sucuri. Ainda relacionado à fauna encontram-se no parque Antas, Quatis, Tamanduás Bandeira, Jacurarú, Caetetu (porco do mato), Macaco da Noite, Macaco Prego, Macaco Aranha, Jacaré Tinga preto e laranja, Jacaré Coroa. O acesso é feito de carro particular através da Augusto Monte Negro até a entrada a direita que dá acesso ao parque onde se percorre mais ou menos três a quatro quilômetros em estrada de terra batida. NOSSA CRÍTICA: não há uma placa indicativa em condições, apenas uma "humilde" logo ao sair da Augusto Montegro e ao percorrer os três quilômetros dobra-se muitas vezes sem haver placas indicativas do endereço.Não há coletivos para o local, ou seja, o acesso a uma área tão rica é bastante difícil...Como fazer turismo sem infraestrutura de deslocamento...?Infelizmente isto é Belém, mas, um dia a gente chega lá... Fotos (14/11/2009) e texto de Patrícia Ventura.

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